
Toada de Portalegre
(Extracto do poema )
Lá num craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus ...
E, louvado seja Deus !
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a ceta cansada
Que dava cravos sem vida.
(extrato do poema de José Régio,
publicado com nº. 71 neste blogue)
2 comentários:
Este extrato é um encanto!
abraço
É verdade Sónia.
José Régio é um dos meus poetas preferidos.
O texto integral deste poema que como refiro publiquei com o nº. 71 é extenso mas também muito agradavel de ler pelo intensidade e ritmo que o autor colocou nas palavras.
Um abraço
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