
Sonho Tropical
Num paraíso onde a sonhar vivi
Não tinha trono, mas eu era rei
Feliz ditoso por viver p'ra ti
Se era na terra, se no céu, não sei
Era uma ilha tropical, daquelas
Onde o amor tem um sabor diferente
Á beira mar, sob um lençol de estrelas
Numa cubata, tu e eu somente
Os dois ao luar num pedacito de tela
E as águas do mar calmas como a noite bela
Perto, os rouxinóis cantavam em serenata
E os teus olhos negros
Eram dois faróis riscando as águas de prata
Mas quando á noite a brisa é calma e quente
Leva o barquito, rumo de aventura
As nossas bocas num delírio ardente
Quase se esmagam, loucas de ternura
Ao acordar, como fiquei tristonho
E acredita, que senti saudade
Daquela ilha tropical de sonho
Que ás vezes sonho na realidade
António Vilar da Costa /
Casimiro Ramos
4 comentários:
Simplesmente lindos os poemas de António Vilar da Costa...
Gostava imenso de saber o contacto dos meus primos, Rui e Jorge, filhos do meu tio António Vilar da Costa. Já não os vejo desde 1988.
Espero que este seu apelo tenha resposta com brevidade.
Obrigada pelo seu comentário
Lembro-me de uma canção com versos deste poema mas seria assim:
Era uma ilha tropical, daquelas
Onde o amor tem um sabor diferente
Á beira mar, sob um lençol de estrelas
Numa cubata, tu e eu somente
Os dois ao luar num pedacito de tela
E as águas do mar calmas como a noite bela
Perto, os rouxinóis cantavam em serenata
E os teus olhos negros
Eram dois faróis riscando as águas de prata
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