16 maio, 2009

282 - Sonhos

Foto: Charquinho

Sonho Tropical
Num paraíso onde a sonhar vivi

Não tinha trono, mas eu era rei
Feliz ditoso por viver p'ra ti
Se era na terra, se no céu, não sei

Era uma ilha tropical, daquelas
Onde o amor tem um sabor diferente
Á beira mar, sob um lençol de estrelas
Numa cubata, tu e eu somente

Os dois ao luar num pedacito de tela
E as águas do mar calmas como a noite bela
Perto, os rouxinóis cantavam em serenata
E os teus olhos negros
Eram dois faróis riscando as águas de prata

Mas quando á noite a brisa é calma e quente
Leva o barquito, rumo de aventura
As nossas bocas num delírio ardente
Quase se esmagam, loucas de ternura

Ao acordar, como fiquei tristonho
E acredita, que senti saudade
Daquela ilha tropical de sonho
Que ás vezes sonho na realidade

António Vilar da Costa /
Casimiro Ramos

4 comentários:

Anacosta disse...

Simplesmente lindos os poemas de António Vilar da Costa...

Anacosta disse...

Gostava imenso de saber o contacto dos meus primos, Rui e Jorge, filhos do meu tio António Vilar da Costa. Já não os vejo desde 1988.

Susete Evaristo disse...

Espero que este seu apelo tenha resposta com brevidade.
Obrigada pelo seu comentário

José Mestre disse...

Lembro-me de uma canção com versos deste poema mas seria assim:

Era uma ilha tropical, daquelas
Onde o amor tem um sabor diferente
Á beira mar, sob um lençol de estrelas
Numa cubata, tu e eu somente

Os dois ao luar num pedacito de tela
E as águas do mar calmas como a noite bela
Perto, os rouxinóis cantavam em serenata
E os teus olhos negros
Eram dois faróis riscando as águas de prata